Geralmente quando apresento um "Preferidos do Sommelier" minha conexão é com o estilo do vinho em oferta. Já no caso de hoje, o elo é com o produtor.
Conheci Reynolds há bastante tempo (lá por 2010, salvo engano). Tive a oportunidade de degustar o portfólio completo da vinícola. Fiquei impressionado! Todos, sem exceção, eram vinhos com uma entrega em taça bem acima da média para as suas faixas de preço.
Muito vem da filosofia. A Reynolds acredita em colocar no mercado vinhos que já estejam prontos. No caso do Reserva de hoje, além de 12 meses de maturação em carvalho, o vinho descansa no mínimo mais 24 meses na vinícola antes de ir para comercialização.
A excelência também está atrelada à experiência: a família produz vinhos no Alentejo desde 1850! Vinícolas como Herdade do Mouchão e Quinta do Carmo já foram propriedade da Reynolds. Nos últimos anos, no entanto, a família decidiu dedicar-se inteiramente ao projeto que carrega seu nome.
Por fim, é importante destacar o terroir privilegiado. O calor alentejano é excelente obter altos níveis de açúcar nas uvas, mas por vezes isso ocorre rápido demais, gerando frutos desequilibrados.
Os vinhedos da Reynolds estão inseridos em solos xistosos nas colinas da Serra de São Mamede. Ali, a altitude desempenha um papel fundamental, gerando grande amplitude térmica entre o dia e a noite. Isso desacelera o acúmulo de açúcar, dando tempo para que os compostos fenólicos amadureçam plenamente. O resultado: uvas de qualidade muito superior!
E já que estamos falando em uvas, a principal componente deste Reserva é a Alicante Bouschet - que vale ressaltar, foi introduzida em Portugal pela própria família Reynolds. Touriga Nacional e Syrah completam o blend. Como diferencial, a própria fermentação alcoólica do vinho já ocorre em carvalho (francês, Seguin Moureau).
Depois da extensa maturação, de uma boa hora em decanter, e deste longo texto, vamos degustá-lo?
Minha primeira impressão: elegantíssimo! Inclusive lembra mais Douro que o próprio Alentejo.
Repleto de frutas negras, mostra ainda contornos tostados, de fumo, além de notas de violeta e especiarias. Alguns terciários sutis, como couro e trufa, começam a aparecer.
Na boca há uma latência mineral - parece até possível sentir o calor do solo pedregoso. Taninos de textura macia e uma acidez suculenta garantem a estrutura firme. Fruta e madeira conversam em harmonia, com sabores em longa persistência.
Um tinto marcado pelo equilíbrio. Delicioso agora, mas ainda com muita estrada pela frente.
Não perca!
por Mauricio Ceccon @vinhonaclasse DipWSET, ASI Dip, ISG Dip French, Italian e Spanish Wine Scholar (WSG) Master in Bourgogne (WSG) Juiz Internacional de Vinhos (FISAR/IWTO) Educador Certificado da DOCa Rioja e da DO Jerez
Geralmente quando apresento um "Preferidos do Sommelier" minha conexão é com o estilo do vinho em oferta. Já no caso de hoje, o elo é com o produtor.
Conheci Reynolds há bastante tempo (lá por 2010, salvo engano). Tive a oportunidade de degustar o portfólio completo da vinícola. Fiquei impressionado! Todos, sem exceção, eram vinhos com uma entrega em taça bem acima da média para as suas faixas de preço.
Muito vem da filosofia. A Reynolds acredita em colocar no mercado vinhos que já estejam prontos. No caso do Reserva de hoje, além de 12 meses de maturação em carvalho, o vinho descansa no mínimo mais 24 meses na vinícola antes de ir para comercialização.
A excelência também está atrelada à experiência: a família produz vinhos no Alentejo desde 1850! Vinícolas como Herdade do Mouchão e Quinta do Carmo já foram propriedade da Reynolds. Nos últimos anos, no entanto, a família decidiu dedicar-se inteiramente ao projeto que carrega seu nome.
Por fim, é importante destacar o terroir privilegiado. O calor alentejano é excelente obter altos níveis de açúcar nas uvas, mas por vezes isso ocorre rápido demais, gerando frutos desequilibrados.
Os vinhedos da Reynolds estão inseridos em solos xistosos nas colinas da Serra de São Mamede. Ali, a altitude desempenha um papel fundamental, gerando grande amplitude térmica entre o dia e a noite. Isso desacelera o acúmulo de açúcar, dando tempo para que os compostos fenólicos amadureçam plenamente. O resultado: uvas de qualidade muito superior!
E já que estamos falando em uvas, a principal componente deste Reserva é a Alicante Bouschet - que vale ressaltar, foi introduzida em Portugal pela própria família Reynolds. Touriga Nacional e Syrah completam o blend. Como diferencial, a própria fermentação alcoólica do vinho já ocorre em carvalho (francês, Seguin Moureau).
Depois da extensa maturação, de uma boa hora em decanter, e deste longo texto, vamos degustá-lo?
Minha primeira impressão: elegantíssimo! Inclusive lembra mais Douro que o próprio Alentejo.
Repleto de frutas negras, mostra ainda contornos tostados, de fumo, além de notas de violeta e especiarias. Alguns terciários sutis, como couro e trufa, começam a aparecer.
Na boca há uma latência mineral - parece até possível sentir o calor do solo pedregoso. Taninos de textura macia e uma acidez suculenta garantem a estrutura firme. Fruta e madeira conversam em harmonia, com sabores em longa persistência.
Um tinto marcado pelo equilíbrio. Delicioso agora, mas ainda com muita estrada pela frente.
Não perca!
por Mauricio Ceccon @vinhonaclasse DipWSET, ASI Dip, ISG Dip French, Italian e Spanish Wine Scholar (WSG) Master in Bourgogne (WSG) Juiz Internacional de Vinhos (FISAR/IWTO) Educador Certificado da DOCa Rioja e da DO Jerez
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gratuito.
Pagamento
O pagamento pode ser realizado através de cartão de crédito ou então via
depósito bancário/DOC/TED.
Ele chegou de mansinho, assim como quem não quer nada, e conquistou as taças da nossa audiência na safra 2019.
Desconhecido, autêntico e delicioso em proporções iguais, o Plaimont Saint-Mont Les Cépages Préservés é um daqueles vinhos que nos traz orgulho enquanto curadoria. Uma verdadeira descoberta, que encantou quem conseguiu provar.
Ele chega à safra 2020, novamente na condição de Best Buy, desta vez pela Wine Enthusiast. Com um preço nos USA girando na casa de US$ 20-25, ofertá-lo no Brasil a R$ 169,00 acrescenta uma camada extra a esta condição de "excelente compra".
Caso ainda não o conheça, navegue por todos os seus detalhes através do texto abaixo.
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"Uma joia de um vinho (Gros Manseng com Petit Courbu e Arrufiac), tão único e distinto, que não tem outra ambição senão celebrar a sua origem." —Decanter Magazine
Amigos, é com grande entusiasmo que apresentamos o Plaimont Les Cépages Préservés 2020.
Este branco excepcional é da peculiar AOC Saint-Mont, situada no sopé dos Pirineus (sudoeste da França), uma região histórica que, além de ser conhecida pelos seus tintos robustos de Cabernet e Tannat, tem se destacado com brancos surpreendentes.
A Plaimont, uma cooperativa vinícola fundada nos anos 1970 por André Dubosc – enólogo apaixonado pela Gasconha – é responsável por revelar o potencial dessa região. Com o objetivo de elevar a reputação dos vinhos do sudoeste da França, a Plaimont tem conquistado o mercado com exemplares acessíveis e de altíssima qualidade, sempre refletindo a verdadeira identidade do terroir local. O Plaimont Les Cépages Préservés 2020 é um exemplo perfeito desse sucesso.
Nossos sommeliers ficaram absolutamente encantados com a degustação desse peculiar blend entre as "castas preservadas" que lhe dão nome – Gros Manseng, Petit Courbu e Arrufiac – autóctones do sudoeste francês.
De grande personalidade, combina frutas cítricas (abacaxi, limão siciliano e lima da pérsia) e de caroço (pêssego e damasco), mostrando ainda uma peculiar nota de carambola. Ao fundo, ervas silvestres, um toque de amêndoas e uma mineralidade marcante.
No palato, a acidez suculenta se equilibra com a textura cremosa obtida pela maturação sobre as lias, intensificando a expressão dos sabores. Cheio de camadas, deixa uma sensação irresistível e prolongada no fim de boca.
Uma experiência cheia de autenticidade, que entrega muito frente ao seu preço.